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Conheça Alter-do-Chão

Vila localizada à margem direita do rio Tapajós, distante cerca de 30 km de Santarém, por estrada pavimentada (PA-457) e cerca de 3 horas por via fluvial (rio Tapajós). Foi fundada pelo português Pedro Teixeira em 06 de março de 1626 e elevada a categoria de Vila por Francisco Xavier de Mendonça Furtado em 06 de março de 1758.

Visitando Alter-do-Chão, pode-se desfrutar de agradáveis momentos nas praias banhadas pelo exuberante rio Tapajós e pelo belíssimo Lago Verde. Entre elas, a Ilha do Amor, a Praia do Cajueiro e a Ponta do Cururu. A Ilha do Amor, mais famosa, oferece serviço de alimentação em barracas de palha (malocas), aluguel de cadeiras e caiaques, passeios de lancha e banana boat. Nela também se encontra a Serra Piroca, muito visitada por habitantes e turistas que gostam de trilhas. Em seu cume, existe uma cruz que simboliza a chegada dos colonizadores na região.

A vila também oferece uma rica produção artesanal, áreas para caminhadas ecológicas e festas tradicionais como o Carnalter (carnaval de Alter-do-Chão), Festival Borari em Julho e a Festa do Çairé em setembro, que mistura o religioso e o profano em uma bonita festa com grande participação popular.

Alter-do-Chão recebe atualmente um elevado número de turistas e navios de cruzeiros marítimos, por isso, é importante pólo turístico da região.

Festa do Çairé

Trata-se de uma festa em louvor ao Divino Espirito Santo. Sua origem é referente ao período da colonização, a partir da segunda metade do século XVII, quando os padres jesuítas que chegavam à região em sua missão evangelizadora, envolviam a música e dança em seus trabalhos missionários de catequese dos indígenas.

Inicialmente, é realizada uma procissão, na qual é conduzido o Çairé, propriamente dito, um símbolo em forma de semicírculo feito de cipó torcido, revestido de algodão e enfeitado com fitas e flores da região. À noite, acontece a disputas entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, dando um ar de competição à festa e nela inserindo uma das mais belas e mais tradicionais lendas da Amazônia – a lenda do boto – seguida de shows nacionais e regionais.

O Çairé tornou-se ao longo dos anos um atrativo obrigatório para quem pretende descobrir os mistérios e encantos da cultura santarena. Uma das alternativas viáveis para sua revitalização e manutenção foi a mudança do local e da data de sua realização, em 1997, para o mês de setembro e para o Lago dos Botos, construído no mesmo ano. Tal mudança justifica-se pelo fato de que neste mês o período da “seca” contribui para o surgimento de belas praias na Vila de Alter-do-Chão que, aliadas a uma paisagem natural inconfundível, condicionam-na como um dos mais importantes pólos turísticos da Amazônia, implicando dessa forma para o aumento do fluxo de visitantes e para o incremento da atividade turística no local.

A festa inicia oficialmente na manhã de uma quinta-feira com a tradicional cerimônia do levantamento dos mastros que permanecem em pé pelos cinco dias de festa. À noite tem início as atrações profanas. O encerramento acontece numa segunda-feira com a cerimônia de derrubada dos mastros, o que novamente é feito em meio a muita disputa entre homens e mulheres, moradores e visitantes da vila.

Çairé: O grande semicírculo representa a arca de Noé; os espelhos, a luz do dia; o algodão simboliza a espuma e o ruído das águas batendo na arca durante os quarenta dias do dilúvio; enquanto as fitas e flores coloridas representam a fartura de alimentos existentes na arca. Dentro do semicírculo estão três cruzes que representam as três pessoas da Santíssima Trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espirito Santo. Uma outra cruz na sua extremidade, representando a junção das três pessoas da Santíssima Trindade num só Deus. Tal símbolo é conduzido durante a procissão pela Saraipora, a maior autoridade da festa, ladeado por duas damas, em sinal de respeito a sua simbologia e importância.

Adaptado de: Secretaria Municipal de Turismo – SEMTUR. Inventário da Oferta e Infraestrutura Turística de Santarém. Divisão de Planejamento Turístico: Atualização 2013.